Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008
Sporting a 3 pontos dos «oitavos» depois de vitória em Donetsk.

 

 

CRÓNICA:
O Sporting venceu na Ucrânia com um golo de Liedson, aos 76 minutos, e deu um passo decisivo rumo às suas aspirações, ou seja, chegar aos oitavos-de-final da Liga dos Campeões.
Se vencer na próxima jornada, o Shakhtar, em Alvalade, tem praticamente garantida a presença na próxima fase da liga “milionária”.

Paulo Bento voltou a apostar em Rochemback para o lugar de trinco, derivando Miguel Veloso para a lateral-esquerda da defesa – Grimi foi para o banco – Abel na direita, Polga e Tonel no eixo defensivo. Izmailov e Moutinho como médios interiores e Romagnoli mais ofensivo, no apoio a Derlei e Liedson.
Na formação de Lucescu os brasileiros Jadson e Fernandinho, descaindo para as alas deram o sinal mais nos primeiros minutos do encontro, com Brandão e Moreno na frente de ataque. Porém, foi o capitão Srna que na lateral direita – o lugar natural do lesionado Ilsinho – a dar maior profundidade ao corredor, obrigando Izmailov a cuidados redobrados.

O Sporting entrou bem no jogo, principalmente a defender o ímpeto inicial do Shakhtar que, com um ambiente vindo das bancadas, procurou assustar a defesa «leonina» desde o início do encontro.
Os «leões» passaram por alguns momentos de apuro, mas mostraram estar à altura dos acontecimentos, principalmente com a alta intensidade do jogo no Estádio. O sector recuado anulou quase sempre Moreno e Brandão, e com o andar da primeira parte conseguiram estancar a pressão dos ucranianos. Moutinho ia aparecendo mais em jogo, mas a dupla Liedson/Derlei, raramente foi bem servida e o Sporting “andava” longe da baliza de Pyatov. Pedia-se maior esclarecimento em zona de finalização, mas os «leões» demoraram a criar a primeira oportunidade de registo. Apenas aos 52 minutos, com Liedson a cabecear de forma fulgurante, mas junto ao poste da baliza de Pyatov, após belo cruzamento de Moutinho. O Shakhtar voltou a ameaçar a baliza de Patrício, pouco depois, com a dupla sul-americana do ataque a não conseguir desviar o cruzamento de Srna. Mas o Sporting recompôs-se e começou a soltar-se mais, um pouco antes da entrada de Pereirinha (Romagnoli foi um dos mais apagados no gelo ucraniano) no encontro.

Na sequência de um livre de Rochemback para a área, Derlei teve espaço e com um calcanhar brilhante deixou Liedson em posição privilegiada para bater Pyatov. O levezinho não perdoou, e já é o melhor marcador de sempre dos «leões» nas competições europeias com 19 golos, batendo o recorde do saudoso Manuel Fernandes. Sem competir há cinco meses, Liedson em dois jogos faz…dois golos. Irrepreensível. Com a vantagem no marcador, o Sporting soube ser paciente a guardar a bola e gerir a vantagem, controlando os movimentos do meio campo ucraniano. Paulo Bento ainda trocou de avançados, com Postiga a entrar para o lugar do esforçado Derlei, ajudando a segurar a bola longe da baliza verde e branca e os «leões» acabaram por conquistar uma vitória preciosa em Donetsk.


In: Sporting.pt


FICHA DE JOGO:
Shakhtar Donetsk: Pyatov, Srna, Kucher, Chygrynskiy, Rat, Duljaj, Hubschman (Gai, 82 m), Jadson (Willian, 71 m, Fernandinho, Moreno (Gladkiy, 71 m) e Brandão.
Treinador: Mircea Lucescu.
Suplentes não utilizados: Khudzhamov; Seleznov, Lewandowski e Ischenko.
Disciplina: Cartão amarelo para Srna (82 m).

Sporting: Rui Patrício; Abel, Tonel, Polga, Miguel Veloso, Rochemback, João Moutinho, Izmailov (Grimi, 73 m), Romagnoli (Pereirinha, 67m), Liedson e Derlei (Hélder Postiga, 88 m).
Treinador: Paulo Bento.
Suplentes não utilizados: Tiago; Daniel Carriço, Pedro Silva e Yannick Djaló.
Disciplina: Cartão amarelo para Rui Patrício (85 m).
Golo: Liedson (76 m).

AVALIAÇÕES À PRESTAÇÃO DE ROMAGNOLI:

• Exibição sem chama, garra e determinação. Longe do jogo, da bola e, quando a teve, esteve sempre desconcentrado. - in O Jogo

• Esta não era, definitivamente, uma partida para as suas características. A equipa não conseguiu segurar a bola e o argentino sem ela pouco pode acrescentar ao colectivo. - in Record

• Jogo ingrato para a posição 10: Foi daqueles jogos difíceis para quem joga a 10. O Sporting não apresentou a intensidade atacante que costuma colocar em campo e, no tempo que esteve nas quatro linhas, o argentino foi muitas vezes obrigado a recuar no terreno, ajudando em tarefas que não são bem as suas. Não comprometeu nessa função mas saiu aos 70'. - in A Bola



publicado por Filipa às 22:04
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