Terça-feira, 2 de Setembro de 2008
Sporting vence Braga e assume liderança da Liga Sagres.



CRÓNICA
:

No primeiro teste a sério à capacidade do «leão», o Sporting saiu vitorioso da "pedreira" de Braga. Um golo a abrir, de Hélder Postiga, selou um triunfo do querer, da capacidade e do espírito de sacrifício da equipa verde e branca.
Face à indisponibilidade física de Yannick Djaló, foi Hélder Postiga a assumir a titularidade ao lado de Derlei. De resto, tudo igual na estrutura montada por Paulo Bento, à excepção da esperada colocação de Caneira no eixo defensivo, dado o castigo de Polga. Jorge Jesus escalou uma equipa com um meio campo muito ofensivo – num modelo táctico 4x4x2 idêntico ao dos «leões» – e duas setas apontadas à baliza «leonina» Meyong e Linz.

Num campo tradicionalmente complicado para os «leões», esperavam-se grandes dificuldades, mas na primeira situação de perigo, o Sporting colocou-se em vantagem no marcador, num bom lance pela direita desenvolvido por Abel, com conclusão eficaz de Postiga.

O Braga não acusou o golo sofrido - o primeiro na temporada - e só começou a soltar-se graças ao meio campo empreendedor conduzido por Frechaut e Luís Aguiar. Enquanto houve capacidade do meio campo «leonino» para pressionar alto, as alas arsenalistas estiveram pouco em jogo, e o Sporting soube usar o "fato de macaco" quando foi necessário.

O jogo teve grande intensidade, mas nem sempre foi bem jogado - muito por culpa das demasiadas paragens "promovidas" por Bruno Paixão - mas apesar de a formação arsenalista ter crescido em termos de dinâmica ofensiva, o sector defensivo do Sporting esteve irrepreensível do primeiro ao último minuto.

Paulo Bento optou por mudar o ataque e com Postiga amarelado, foi o reforço dos «leões» o sacrificado, cedendo o lugar a Tiuí. Do outro lado, Jesus apostou tudo para tentar chegar a igualdade - entradas de Renteria e Mossoró - mas o Braga nunca conseguiu colocar Patrício verdadeiramente à prova. O Sporting detinha menor capacidade para sair a jogar e com pouco discernimento para aproveitar o balanceamento ofensivo dos arsenalistas, foi necessário estancar o assédio bracarense com a entrada de Miguel Veloso. À entrada para o último quarto hora de jogo, o Sporting equilibrou as operações na zona intermediária, e a oito minutos do fim teve excelente ocasião para "matar" o jogo, mas Tiuí, primeiro, e Moutinho, depois, não acertaram com as redes de Eduardo.

Valeu João Pereira – expulso pela pisadela em Moutinho – a facilitar a tarefa aos «leões» que saíram de Braga com três precisos pontos e na frente do campeonato, ex-aequo com o Nacional.

 

In: Sporting.pt

 

FICHA DE JOGO:

Sp. Braga: Eduardo; João Pereira, Rodriguez, Moisés, Evaldo, Alan, Frechaut, Luís Aguiar (Mossoró, 66 m), Matheus (César Peixoto, 56 m), Meyong (Renteria, 66 m) e Linz.
Treinador: Jorge Jesus
Suplentes não utilizados: Kieszek, Paulo César, Stélvio e André Leone.
Disciplina: Cartão amarelo para Luís Aguiar (4 m), Evaldo (22 m), João Pereira (62 m) e César Peixoto (87 m). Cartão vermelho para João Pereira (83 m).
Golos: Nada a assinalar.


Sporting: Rui Patrício; Abel, Caneira, Tonel, Grimi, Rochemback, João Moutinho, Romagnoli (Miguel Veloso, 67 m), Izmailov, Hélder Postiga (Tiuí, 55 m) e Derlei (Vukcevic, 85 m).
Treinador: Paulo Bento.
Suplentes não utilizados: Tiago, Daniel Carriço, Ronny e Pereirinha.

Disciplina: Cartão amarelo para Grimi (9 m), Hélder Postiga (36 m), João Moutinho (53 m), Miguel Veloso (81 m).
Golos: Hélder Postiga (3 m).

 

 AVALIAÇÕES À PRESTAÇÃO DE ROMAGNOLI:
 


 

• "Acção importante porque esteve sempre em movimento a criar linhas de passes para os companheiros e a garantir posse de bola. Saiu, como de costume, para dar entrada a Veloso, quando a ordem era fechar ainda mais."  - in Record


• "Deveras intermitente, apareceu a espaços e quase sempre sem gerar os desequilíbrios que lhe são habituais nos últimos 30 metros, mas louve-se-lhe a generosidade na forma como defendeu. Sem espanto, saiu aos 67 para dar lugar a Miguel Veloso." - in O Jogo


• "Em versão mais operária: A pedra mais ofensiva do losango de Paulo Bento parece por vezes sufocada pela preponderância que Rochemback ganha nos movimentos ófensivos da equipa. É um pouco assim, mas o argentino nem por isso se rende às evidências, procurando a bola em terrenos mais recuados, dando muito de si pelo sucesso do colectivo."  - In A Bola



publicado por Filipa às 21:18
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